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WHS [Finlândia]

“Lähtö / Départ”

SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL
7 e 8 de Maio às 21h (Quarta e Quinta)
Espectáculo de abertura do FIMFA Lx14 | Estreia Nacional

Encenação: Kalle Nio Coreografia: Vera Selene Tegelman, Kalle Nio Intérpretes: Kalle Nio, Vera Selene Tegelman Figurinos: Mila Moisio, Kaisa Rissanen Música e desenho de som: Samuli Kosminen Desenho de Luz: Jere Mönkkönen Vídeos: Matias Boettge, Kalle Nio Técnicos de palco: Leena Nio, Kaisa Rissanen Fotografias: Tom Hakala Produção: WHS Apoios: Les Migrateurs / Associés pour les Arts du Cirque, The Finnish National Theatre, Kone Foundation, The Finnish Cultural Foundation, Arts Promotion Centre Finland, Alfred Kordelin Foundation, CircusInfo Finland Técnica: Objectos, vídeo, magia, dança Público-alvo: +12 Duração: 60 min. Idioma: Sem Palavras

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Lähtö / Départ é a mais recente produção da companhia de novo circo e teatro visual WHS, encenada pelo mágico e artista visual Kalle Nio, onde cria um universo em que o circo, a magia, a dança, o guarda-roupa, o teatro de objectos e as artes visuais se misturam para prestarem tributo ao cinema a preto e branco, aos filmes de Michelangelo Antonioni e aos mestres de magia do século XIX.

Um homem e uma mulher estão sentados numa elegante sala. Têm uma relação complicada, afastaram-se um do outro e agora tentam esconder a realidade, flutuando num mundo cheio de imagens e ilusões. Tudo está em constante mudança, o ambiente combina humor, teatro do absurdo e os pensamentos e sentimentos são expressos através dos movimentos e das roupas, que têm vida própria.

Lähtö (partida) é um retrato atípico de um tema comum, um casal separado. A cenografia e as cortinas de cena são constantemente levantadas, ajustadas e puxadas, projecções vídeo em grande escalaaumentam ainda mais o seu efeito visual, os próprios móveis no palco transformam-se em construções que parecem desafiar a lei da gravidade, criando um espaço instável que lembra a incerteza do relacionamento do casal. Por vezes, as paredes de umacasa de vidro partem-se em mil pedaços e o mundo tem de ser reconstruído a partir do zero.

Um trabalho fascinante com uma mestria incrível que nos faz duvidar do que vemos, lançando-nos numa atmosfera misteriosa onde o humor e a tragédia se sucedem, e que nos hipnotiza perante a beleza de imagens que invadem o imenso palco. Uma fusão surrealista num mundo de sonho onde cada momento é embalado com os sentimentos da partida e da saudade.

“Kalle Nio - mágico, artista e encenador - criou uma peça de magia contemporânea que nos faz ficar de boca e olhos bem abertos. Principalmente, é claro, com as acrobacias habilmente executadas que provocam surpresa, como quando Kalle Nio e Vera Selene Tegelman equilibram painéis maciços de vidro numa mão ou lutam com camisas vivas (...). As tempestades sublimes e a chuva são mais poéticas do que os fenómenos climatéricos reais (...).. Paisagens, que poderiam ser assinadas pelo artista romântico Caspar David Friedrich, criam um ousado contraste com o guarda-roupa inspirado nos anos 50 e com as sequências que poderiam ter saído de filme a preto e branco (...).”
- Isabella Rothenberg, Hufvudstadsbladet

“Este trabalho inspirou-se nos filmes de Michelangelo Antonioni e nas relações condenadas aí existentes. Há também ecos de filmes mudos melodramáticos, de coreografias de Pina Bausch e até de composições e imagens minimalistas dos filmes de Aki Kaurismäki (...).
Lähtö está cheio de ilusões encantadoras e surpresas emocionantes. Óculos que gotejam, toalhas que escorregam para fora das mesas e uma camisa que maltrata quem a tenta passar a ferro. Uma parte central do espectáculo é desempenhada pelas roupas que, de uma forma impressionante, se movem sobre os artistas no palco e se transformam em pessoas, sentimentos, estados de espírito e memórias (...).
- Eeva Kemppi, Turun Sanomat

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BIO

WHS é uma companhia finlandesa de teatro visual e novo circo. Os seus espectáculos têm sido considerados inovadores pela forma como misturam diversas áreas artísticas, e já surpreenderam o público lisboeta em edições anteriores do FIMFA com a qualidade do seu trabalho na correlação entre imagens reais e virtuais. O grupo já actuou com as suas criações por todo o mundo, em mais de trinta países, nos mais importantes festivais de teatro, teatro de marionetas e novo circo.

Kalle Nio é mágico e artista visual. No seu trabalho examina os novos tipos de expressão que a imagem vídeo fornece e as suas capacidades relacionadas com o tempo e o espaço.
Estudou artes visuais na The Finish Academy of Fine Arts. Como mágico, especializou-se em desenvolver novos truques e novas formas de magia. As suas invenções têm aparecido nas publicações profissionais mais importantes de magia, como a “Magic-Magazine”. Em 2000 ganhou o terceiro prémio no campeonato mundial de magia (FISM) na categoria de invenções.
Paralelamente trabalha como realizador, editor e animador em programas de televisão, anúncios e curtas-metragens.

Samuli Kosminen é um dos maiores percussionistas da Finlândia. Kosminen tem colaborado com artistas como Kronos Quartet, Valgeir Sigurðsson, Jónsi (dos Sigur Rós), KTU, Emiliana Torrini, entre muitos outros. Na última década, os seus principais colaboradores foram a banda islandesa Múm e Kimmo Pohjonen. Com o duo Kluster e com Pohjonen actuou na Europa, Japão e América. A dupla Pohjonen / Kosminen fazia parte da banda original KTU com Trey Gunn e Pat Mastelotto (King Crimson) e compôs a premiada banda sonora para o filme “Jade Warrior”. Com os Múm gravou quatro álbuns e viajou pela Europa, América, Austrália e Japão.

Mila Moisio e Kaisa Rissanen são conhecidas pela sua marca de roupa finlandesa, Tauko. Concebem figurinos para vários artistas, espectáculos de teatro, novo circo e instalações. O seu trabalho, concebido com materiais reciclados muitas vezes inovadores, com novas técnicas e preocupações ambientais e sociais, tem inspirado novas formas de desenhar e confeccionar roupa.

Vera Selene Tegelman é formada pelo Department of Dance da Theatre Academy Helsinki. Enquanto estudante trabalhou como bailarina com vários coreógrafos, como Virva Talonen, Heli Meklin, Tommi Kitti and Teemu Kyytinen. Após a sua formação tem participado em produções das companhias Tsuumi e Glims & Gloms e as suas últimas colaborações foram com as coreógrafas Elina Pirinen e Milla Koistinen.

Puppentheater Halle [Alemanha]

“Buddenbrooks”

MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL
9 e 10 de Maio às 21h30 (Sexta e Sábado)
Estreia Nacional

Encenação: Moritz Sostmann Texto: Thomas Mann Adaptação: John von Düffel Cenografia e figurinos: Klemens Kühn Concepção de marionetas: Hagen Tilp Dramaturgia: Maria V. Linke Em colaboração com: Annegret Hahn Intérpretes: Kerstin Daley-Baradel, Ines Heinrich-Frank, Katharina Kummer, Nils Dreschke, Philipp Pleßmann, Lars Frank Técnicos: Henryk Drewniok, Daniel Schreiner Fotografias: Gert Kiermeyer Técnica: Manipulação à vista - marionetas hiper-realistas Público-alvo: +16 Duração: 150 min., com intervalo incluído Idioma: Alemão com legendagem em Português Sala principal com bancada

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Um toque de loucura, uma boa dose de grotesco e humor, seis extraordinários actores-
marionetistas e quinze marionetas hiper-realistas formam um conjunto fantástico, para nos apresentarem um espectáculo inspirado numa obra magistral de Thomas Mann.

No seu romance Buddenbrooks de 1901, Thomas Mann conta a história do declínio de uma família burguesa abastada do norte da Alemanha ao longo de quatro gerações. Puppentheater Halle parte deste retrato social para levantar algumas questões centrais da nossa existência contemporânea - o que esperamos da vida? Existe um legado que valha a pena manter? Vamos perder tudo pelo que as gerações anteriores lutaram? Será podemos fazer o que quisermos com a nossa vida, ou somos apenas "elos de uma corrente", que apenas vive segundo as regras do destino?

Marionetas de um realismo perturbador estão sentadas à mesa; subitamente ganham vida e os conflitos familiares explodem. Três irmãos com estilos de vida opostos, filhos da última geração da família burguesa dos Buddenbrook tentam desenvencilhar-se, mal ou bem, dos caminhos traçados pelos seus antepassados. Três tentativas de lidar com um legado herdado e com um mundo em constante mudança. A mesa desintegra-se gradualmente.

O ambicioso Thomas tem a responsabilidade de substituir o pai e acaba por descobrir que já é muito diferente dele. Christian, frágil e com tendências hipocondríacas, tenta escapar à família e às tradições, mas perde a coragem rapidamente, porque não é capaz de gerir a sua vida da forma que quer. E a consciente e frívola Tony, que adora divertir-se, falha, após dois casamentos infelizes devido às suas próprias exigências...

As marionetas da companhia Puppentheater Halle são construídas em látex e integram a categoria de marionetas hiper-realistas. Tudo nelas nos lembra os seres humanos: rostos, cabelos, roupas ou acessórios. Embora sejam de menor dimensão, através da manipulação de extrema precisão e a reprodução de gestos perturbadoramente humanos, são mais do que meras bonecas congeladas, as personagens de Buddenbrook têm uma presença real no palco.
Uma ligeira dúvida paira sobre as nossas cabeças: estão realmente inertes? Não estarão quase a ganhar vida "real"?

Um momento intenso para o nosso coração, olhos e espírito!

“Moritz Sostmann encenou o texto, adaptado por John von Düffel, com rigor e respeito, mas também da forma mais sensual possível e com muito humor (...). O resultado é um teatro emocionante... incrível.”
- Andreas Montag, Mitteldeutsche Zeitung

“O entusiasmo com que os actores criam diferentes características e a evolução da personalidade através das marionetas, quase que nos lembra Stanislavski (...).”
- Anke Meyer, Double

“O espectador torna-se testemunha de uma simbiose perfeita entre o actor e a marioneta. Uma ilusão excepcional.”
- Nürnberger Nachrichten

"A encenação de Sostmann é inteligente e moderna. No início, surpreendeu-nos que os seis marionetistas estivessem tão presentes. Mas essa presença é intencional e funciona maravilhosamente em conjunto com as marionetas. O público aplaudiu durante muito tempo!”
- Göttingen Tageblatt

"Os actores-manipuladores, que são também excelentes actores, não hesitam em interagir e dialogar com as suas criaturas. Tratam-nas com tanto humor e sensualidade que as próprias marionetas parecem divertir-se. É preciso ver como uma delas, que representa Christian, o filho inquieto, coloca na boca do seu manipulador o cigarro que tinha na boca, depois de o ter acendido. É tão irresistível que a sala aplaudiu (...). Numa adaptação moderna de John von Düffel (…), revelando uma grande burguesia perfeitamente representada pela mãe, cujo rosto, mesmo de látex, parece ter muito ‘botox’ (...).”
-Brigitte Salino, Le Monde

“Este projecto pode parecer desconcertante pela sua magnitude (duas horas e meia em alemão), mas o risco vale a pena, pois os marionetistas alemães souberam reinventar-se nos últimos anos e ganhar poder.”
- Mathieu Braunstein, Telerama

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BIO Puppentheater Halle

Halle é uma pequena cidade, entre Berlim e Leipzig. Como a maioria das cidades alemãs, tem companhias permanentes nas artes do espectáculo: uma orquestra, um teatro de ópera, umacompanhia de tea tro e uma companhia de marionetas. O Puppentheater Halle, composto por oito marionetistas, tem actualmente vinte espectáculos em repertório e acolhe cerca de 20 000 espectadores anualmente.
Foi fundado em 1954 (na época em que na Alemanha de Leste existia uma política de construção de teatro de marionetas fixos) e reorganizado em 1995 pelo seu antigo director artístico e actual administrador, Christoph Werner. A partir desta data a pequena companhia de Halle tornou-se conhecida pelo seu trabalho único entre o jogo de actor e a marioneta. Ao dialogar com disciplinas como a ópera, a dança ou a música, Christoph Werner criou um teatro que tem a sua origem na matéria, substância sem vida, mas que quando animada, cria um jogo cheio de ilusões e encantamentos.
Em 2002, o teatro passou a residir no centro teatral e cultural Kulturinsel, em Halle. Em 2009 o Puppentheater Halle foi integrado no "Theater, Oper und Orchester GmbH Halle", estrutura que reúne as instituições culturais da cidade.
O trabalho da companhia foi sendo reconhecido internacionalmente, o que a levou a quase todo o mundo: Estados Unidos, Canadá, Índia, Itália, Espanha, França, Escócia ou Suíça, entre outros.
Produz anualmente cinco novos espectác ulos, sendo alguns destes realizados em co-produção com outros teatros ou festivais, como o Wiener Festwochen, o Schauspiel Köln, o Teatro Nacional de Estugarda ou o Volksbühne de Berlim.
Este é um ano especial para a companhia, uma vez que celebra os seus 60 anos!

Plexus Polaire [França - Noruega]

“Opéra Opaque”

MUSEU DA MARIONETA
10 e 11 de Maio às 16h (Sábado e Domingo)
Estreia Nacional

Encenação: Yngvild Aspeli Actores-manipuladores: Polina Borisova, Pierre Tual Desenho de som: Guro Skumsnes Moe Construção de marionetas: Yngvild Aspeli, Polina Borisova, Priscille Du Manoir Cenografia: Gunhild Mathea Olaussen Figurinos: Sylvia Denais Desenho de luz: David Farine Produção em co-operação com: Compagnie Philippe Genty (FR) Co-prudução: Teater Innlandet (NO), La MCNN, Centre de Création et de Production (FR) Apoios: Direction des Affaires Culturelles - DRAC Bourgogne (FR), Norsk Kulturråd (NO), Hedmark Fylkeskommune (NO), Spenn.no (NO), Fond for Lyd og Bilde (NO), Fond for Utøvende Kunstnere (NO) Espectáculo criado em colaboração com: Turnéorganisasjon for Hedmark (NO) Tour manager: Sarah Favier Fotografias: Kristin Bengston Hagen Técnica: Manipulação à vista e teatro de sombras Público-alvo: +8 Duração: 45 min. Idioma: Sem palavras

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Sejam muito bem-vindos ao macabro cabaré de Madame Silva!

A sua origem perde-se nas noites do tempo e nas muitas lendas que evocam o seu passado com histórias cheias de humor e muito contraditórias, sobre ela e o seu cabaré. Alguns acreditam que Madame Silva vem de uma pequena cidade da Sibéria, onde apenas alguns manuscritos antigos mencionam a sua existência, outros afirmam que as ruínas de um castelo perdido na Bretanha estão assombradas por ela. Antigos rumores sugerem a sua presença na mais profunda e sombria das florestas norueguesas e alguns até arriscam a dizer que vem de ainda mais longe, “do outro lado”...
Mas todas as lendas são unânimes numa coisa: Madame Silva provoca-nos realmente arrepios na espinha!

Opéra Opaque oscila entre o fantástico e o humor, deliciosamente noir e arrepiante, com números perigosos e criaturas monstruosas, que provoca gritos, lágrimas e gargalhadas até ao final.

Um espectáculo para ver em família, concebido em torno do tema do medo, geralmente encarado como algo muito difícil de enfrentar., que pretende mostrar que sentir medo é algo normal, que faz parte da vida, e que devemos rir e divertirmo-nos.

"As luzes apagam-se, a cortina abre-se e a magia começa. Quando as marionetas ganham vida e as sombras contam histórias desconhecidas, o mundo torna-se um lugar estimulante para se viver. Mergulhamos aqui numa peça que cria para além das fronteiras, para lá das barreiras linguísticas... transportando-nos para um mundo de imagens fabulosas".
- Janne Langaas, Directora do Teater Innlandet

“Um espectáculo inovador para toda a família (...). Entre o teatro de sombras e o teatro de marionetas (...).”
- Jean-Bernard Pardieu, Le Journal

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BIO

Através de imagens e palavras, sons e gestos, imaginação e matéria, a companhia Plexus Polaire coloca no centro da sua investigação artística a relação entre o actor-manipulador e a marioneta. A norueguesa Yngvild Aspeli, a russa Polina Borisova e o francês Pierre Tual formaram-se na École Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette de Charleville-Mézières (ESNAM). Yngvild Aspeli trabalha como actriz e marionetista, e constrói máscaras e marionetas para diferentes companhias em França, Noruega e Inglaterra. Em 2012, iniciou uma colaboração artística com a Compagnie Philippe Genty, à qual pertence, e trabalha actualmente com o Centre de Production de La Maison de la Culture de Nevers et de la Nièvre. A actriz e marionetista Polina Borisova tem participado em inúmeros espectáculos, em que mistura clown e teatro de objectos. O FIMFA Lx apresentou o seu magnifico solo Go! na última edição. Pierre Tual, encenador e marionetista, tem colaborado em diversos projectos e desenvolve o seu trabalho em torno do encontro no palco entre as palavras e a marioneta, principalmente a partir de textos de autores contemporâneos.

Teatro de Ferro [Portugal]

“Uma Aventura no Espaço”

SÃO LUIZ TEATRO MUNICIPAL - Palco da Sala Principal
10 de Maio às 19h (Sábado) | 11 de Maio às 17h30 e 19h30 (Domingo)

Criação e interpretação: Carla Veloso, Igor Gandra Autoria canções: Regina Guimarães Música, composição e interpretação (piano): Fátima Fonte Cenografia: Igor Gandra Marionetas e realização plástica: Eduardo Mendes, Hernâni Miranda Oficina de construção: Teatro de Ferro, Américo Castanheira - Tudo Faço, Ana Ferreira, Ricardo Graça Fotografia de cena: Susana Neves Desenho de luz e direcção técnica: Mariana Figueroa Direcção de produção: Carla Veloso Co-produção: Teatro de Ferro e Centro Cultural Vila Flor Estrutura financiada por: Governo de Portugal | Secretário de Estado da Cultura - DGArtes Técnica: Manipulação à vista Público-alvo: Público escolar 8-14 anos de idade e público em geral a partir dos 6 anos  Duração: Aprox. 75 min. Idioma: Português

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Nesta Aventura no Espaço os espectadores serão acompanhados por dois actores e uma pianista, e com eles viverão as aventuras de uma menina que, dominada pela curiosidade e motivada pela descoberta, fará uma inesquecível viagem espacial. Carla Cosmonauta é o seu nome, e esta menina, que por acaso é uma marioneta, vai atravessar uma grande diversidade de espaços e situações, tudo isto para nos fazer pensar sobre as diferentes acepções e representações do Espaço. O espaço da cidade, o espaço da natureza, o espaço da intimidade e das emoções entre as pessoas e, é claro, o grande espaço desconhecido – o cosmos.

Ao longo da história, a pintura, a dança, a arquitectura, o cinema e tantas outras artes e saberes dizem-nos muito sobre o modo como o espaço tem sido vivido e imaginado. Uma Aventura No Espaço é também uma viagem que percorre muito rapidamente algumas destas leituras, como numa aula mas em jeito de jogo, com acção e canções à mistura.

Este espectáculo acontece num dispositivo cénico que contém o espaço da cena e o espaço do público - quer dizer, a plateia está no palco e o palco, por vezes, na plateia! Parece uma nave espacial do passado disfarçada de futuro e com ares de objecto voador não identificado, mas só à primeira vista, porque também faz lembrar um carrossel, um half-pipe ou aqueles teatros gregos antigos.

É também por isso que, ao habitar este espaço, propomos ao nosso estimado público que nos ajude a pensar sobre o modo como o vivemos, como o fazemos individual e colectivamente. A nossa Carla Cosmonauta visitará o nosso planeta azul, ou seremos nós que estamos a visitar o seu? Será que vivemos mesmo todos no mesmo planeta?

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BIO

O Teatro de Ferro surgiu em 1999. Criado inicialmente como um rótulo para as criações de Igor Gandra e Carla Veloso, o projecto foi evoluindo gradualmente para a condição de estrutura profissional de criação.
A escolha deste nome, Teatro de Ferro, pressupõe uma noção de matéria primordial, resistente e ao mesmo tempo mutável: este processo de transformação continua a inspirar o grupo. O trabalho da Companhia tem sido desenvolvido no campo do teatro de e com marionetas e objectos. É um projecto que assenta numa lógica de investigação em que a marioneta tem assumido um valor matricial, nas suas hibridações possíveis, tentadas e tentadoras. As relações, do corpo-intérprete com o objecto manipulado e a implicação de cada espectador na construção desta relação, são linhas de reflexão transversais à prática artística do TdF. Os espectáculos realizados devem ser inscritos nas formas teatrais e dramatúrgicas que colocam a palavra num plano de igualdade em relação a outras linguagens e a promoção da dramaturgia contemporânea portuguesa é um traço caracterizador do seu projecto artístico, pelo que a companhia tem trabalhado principalmente com textos originais de autores portugueses.
O TdF tem vindo a alcançar públicos heterogéneos e as parcerias improváveis, a procura de contextos alternativos aos circuitos das artes do espectáculo, a intensa actividade itinerante, a criação destinada aos mais jovens e os projectos de acção cultural são os gestos mais claros no percurso da companhia.

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Nicola Unger [Holanda]

“Phantom Story”

MUSEU DA MARIONETA
13 e 14 de Maio às 21h30 (Terça e Quarta)
Estreia Nacional

Ideia, vídeo, desenhos, performer: Nicola Unger Olhar exterior: Duro Toomato Som e voz: Jonathan F. Brown Co-produção: Plateaux Festival Mousonturm Frankfurt, Productiehuis Rotterdam (Rotterdamse Schouwburg), Zeebelt den Haag Apoios: Goethe Institut the Niederlands Técnica: Projecções, sombras e figuras de papel Público-alvo: +16 Duração: Aprox. 50m Idioma: Inglês Lotação limitada

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“Ninguém escolhe ser revolucionário, é a revolução que te escolhe.”
- Ilich Ramirez Sánchez - Carlos, o Chacal

Um espectáculo sobre o terror e o destino, inspirado num acontecimento real e reconstituído num palco em miniatura com recortes de papel, projecções e sombras.

A história de uma mulher que quase se cruzou com o famoso terrorista Carlos, o Chacal, nos anos 70, e que foi erroneamente considerada terrorista por vários anos. Ela foi a uma festa em Paris, juntamente com o seu namorado, sem saber que o Chacal acabara de matar três polícias no mesmo evento. Foi presa, interrogada durante uma semana e extraditada de França. Mesmo 20 anos mais tarde, já depois de a sua inocência ser provada, os Estados Unidos recusaram a sua entrada. A ironia é que ela nunca conheceu, nem viu Carlos, o Chacal.

Na sua percepção, este incidente que a colocou sob suspeita, mudou-lhe drasticamente a sua vida, ou pelo menos fechou-lhe uma série de opções. Estava no sítio errado na altura errada. A vida tratou-a como uma marioneta, as coincidências colocaram-na num jogo de xadrez... Numa mesa, Nicola Unger reconstrói a noite da tragédia. Manipula as silhuetas recortadas em papel que ganham vida na sombra, misturadas com filmes de animação, em que utiliza a técnica de Lotte Reiniger, criando um jogo misterioso entre a sombra e a realidade, entre a história negra do passado e do risco sempre presente, pois o que pode acontecer por acaso pode ferir-nos... Phantom Story é uma história imortal.

“Quando eu ouvi pela primeira vez esta história, não sabia quem era Carlos. Era muito jovem para me poder lembrar. Quanto mais lia sobre ele, o tempo e o contexto, sentia cada vez mais que estamos presos na década de 70. Repetindo a nossa história de terror global. Há vítimas e agressores, cordeiros e lobos. A revolução não escolhe só os seus revolucionários, mas também as vítimas. Carlos é Bin Laden. Eu poderia ter sido aquela mulher, o homem que passou o seu cartão de telefone a um terrorista ou até o brasileiro que foi alvejado no metro. O mundo suspeita de pessoas inocentes, com o objectivo de as proteger contra terroristas. É-se culpado até prova em contrário. E o mundo precisa de um homem perigoso no noticiário. Carlos é Bin Laden. Eu poderia ter sido aquela mulher. Estamos apenas a repetir certos papéis.”
- Nicola Unger

Prémios: Winner Sonderpreis Hessische Theatertage 2009 e Audience Prize International Animation & Puppetry Warsaw 2012.

“(…) No final olhei para os espectadores à minha volta: todos tinham um sorriso de orelha a orelha fixado no rosto. Esta miniatura está cheia de sensibilidade, de filigrana, de génio de poesia. A satisfação também vem da proximidade do pequeno formato, da magia do teatro de sombras, do domínio dos recursos narrativos, da presença traquila de Nicola (…).”
- Quim Pujol, Teatron

“Querem algo especial? Venham descobrir um mundo onde as sombras se misturam com a realidade (...). O tempo voou! Pareceu-me magia (...). O que foi isto que eu vi? Eu quero, mas não posso descrevê-lo. Eu apenas soube: é isto! Arte. VÃO VER!”
- Theaterblog Hessische Theatertage

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BIO

Nicola Unger divide o seu tempo entre a Alemanha e a Holanda. Estudou no Institute for Applied Theatre Studies, em Giessen, e na Art School DasArts, em Amsterdão. Na fronteira entre a arte teatral e as artes visuais, os seus espectáculos misturam performance, instalação,vídeo, ilustração e ilusões de óptica. Artista autodidacta, publicou recentemente as suas próprias bandas desenhadas.

Trabalha regularmente em cinema de animação e realiza diversas instalações para vários projectos e galerias.

TJP – Centre Dramatique National d’Alsace Strasbourg [França]

“Actéon Miniature”

MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL
16 e 17 de Maio às 21h30 (Sexta e Sábado)
Estreia Nacional

Encenação: Renaud Herbin Intérprete: Carine Gualdaroni Marionetas: Paulo Duarte Colaboração artística: Julika Mayer, Christophe Le Blay Espaço: Mathias Baudry Desenho de som: Morgan Daguenet Desenho de luz: Fabien Bossard Técnicos: Pascal Mazeau, Louis Guerry Construção: Christian Rachner Direcção de cena: Thomas Fehr Fotografias: Benoit Linder Produção: TJP – Centre Dramatique National d’Alsace Strasbourg Co-produção: La Filature, Scène Nationale de Mulhouse. LàOù marionnette contemporaine, L’Arc, Scène Nationale du Creusot Apoios: Institut Français Técnica: Mista Público-alvo: +12 Duração: 45 min. Idioma: Sem palavras

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Inspirado num mito grego presente nas Metamorfoses de Ovídio, Actéon Miniature descreve a história de uma iniciação. O jovem caçador Actéon, quase a tornar-se adulto, confronta-se consigo próprio e com os seus desejos transgressivos.

Após um longo dia de caça, Actéon vagueia pela floresta, perde-se e entra numa zona interdita aos homens, surpreendendo Diana, a deusa da Natureza, na intimidade do seu banho. Furiosa, a deusa caçadora transforma-o num veado, que é dilacerado pelos seus próprios cães. Actéon Miniature narra um encontro impossível, uma fábula iniciática em que o humano se confronta com o divino, num desfecho trágico.

A nova criação de Renaud Herbin, director do TJP - Centre Dramatique National d’Alsace Strasbourg, é um espetáculo deslumbrante que cruza o teatro de marionetas, a dança e um ambiente sonoro mágico para refletir sobre a imagem e a matéria.

“Há um trabalho de escrita muito preciso entre a acção, o som e a luz. Nos meus espectáculos, gosto de deixar espaço para a imaginação dos espectadores, de forma a que cada um possa contar a sua própria história. Isto é o que há de mais belo nas artes do espectáculo.”
- Renaud Herbin

“Ritmo subtil, precisão e inegável exigência estética (...). O animal materializado pelo marionetista Paulo Duarte, irá caminhar até desaparecer completamente num belo jogo de luz (...) esteticamente é incontestável.

Actéon demonstra um perfeito domínio da estética, este espectáculo anuncia em Renaud Herbin, a promessa de um arauto do mito, criador e também programador, que não deixou de nos surpreender agradavelmente.”
- Angélique Lagarde, Kourandart

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BIO | Renaud Herbin

Renaud Herbin fez a sua formação na École Supérieure Nationale des Arts de la Marionnette de Charleville-Mézières (ESNAM), em 1999. Fundou com Julika Mayer e Paulo Duarte a companhia LàOù - marionnette contemporaine. Encenou e interpretou os seguintes espectáculos Pygmalion miniature (2011), Lopin (2008), Mitoyen (2006), Vrai! Je suis très nerveux (2003), Détails, Les grands poissons mangent les petits (2002), Petits Chaos (2000) e Un Rêve (1999). Entre 2003 e 2008 desenvolveu o projecto Centres Horizons com o cineasta Nicolas Lelièvre: espectáculos e filmes de animação em torno de questões sobre o urbanismo nas cidades de Rennes, Buenos Aires, Berlim (Villa Médicis Hors-les-murs 2004). Através das suas próprias produções e inúmeras colaborações artísticas (co-encenações com Frédéric Fisbach, Robert Cantarella, Julie Bérès, Charlotte Nessi), mistura o teatro, a ópera, a escrita contemporânea e a dança, desenvolvendo uma linguagem visual singular, que coloca no centro da sua abordagem a ideia da manipulação, entendida como algo que liga os campos artísticos. Neste sentido, as suas criações contam com a presença de marionetas, actores, bailarinos, sons e imagens em interacção no palco.
É desde Janeiro de 2012 director do TJP - Centre Dramatique National d’Alsace Strasbourg.

Teatro de Marionetas do Porto [Portugal]

“Pelos Cabelos”

MUSEU DA MARIONETA
17 de Maio às 16h (Sábado) | 18 de Maio às 11h30 (Domingo)

Encenação e cenografia: Isabel Barros Textos: Edgard Fernandes, Isabel Barros e Rui Queiroz de Matos Marionetas: Sandra Neves, a partir das ilustrações de João Vaz de Carvalho Música e Animação: coletivo HUSMA (João Apolinário, Nuno Cortez e Pedro Cardoso) Desenho de luz: Alexandre Vieira Interpretação: Edgard Fernandes e Rui Queiroz de Matos Produção: Sofia Carvalho Operação de luz e som: Cláudia Valente Construção de marionetas: Sandra Neves (coordenação), Nuno Guedes, Teresa Dantas e Rita Silva (estagiária) Construção cenográfica: Américo Castanheira, Tudo-Faço Agradecimentos: Ensemble, Escovaria de Belomonte Estrutura financiada por: Governo de Portugal | Secretário de Estado da Cultura - DGArtes Técnica: Manipulação à vista Público-alvo: +4 Duração: 40 min. Idioma: Português

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A partir das ilustrações Pelos Cabelos, de João Vaz de Carvalho, o Teatro de Marionetas do Porto cria um espectáculo habitado por personagens insólitas, de olhares ausentes e alucinados, onde o humor e o absurdo se fundem para mais uma experiência com muitas marionetas. Em Pelos Cabelos, actores e marionetas habitam um lugar algures, um Lá, lugar distante quase extra terreno, onde há histórias de cabelos que nunca são cortados, que não param de crescer, que criam laços e muitas, muitas, muitas ligações.

Sobre Pelos Cabelos
“João Vaz de Carvalho desenhou e o Teatro de Marionetas do Porto (TMP) leva à cena. Em Pelos Cabelos, há figuras insólitas, de olhares ausentes e alucinados. Atores e fios a dar movimento e alma às marionetas, numa peça onde humor e absurdo se fundem, para uma experiência mágica com bonecos. Um espetáculo pensado para miúdos, mas a que os adultos vão querer assistir. Só assim poderão conhecer um lugar algures, um ‘lá’ distante, um universo à parte, no qual há histórias de cabelos que crescem sem nunca serem cortados para criar laços e inúmeras ligações.”
- Susana Silva Oliveira, Visão - Sete Norte

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BIO

O Teatro de Marionetas do Porto constitui-se em 1988 e, numa primeira fase, centra a sua actividade na criação de espectáculos que resultam da pesquisa do património popular. Desta fase, destaca-se o estudo e reconstituição da velha tradição portuguesa do Teatro Dom Roberto. A partir das raízes, a companhia começa a progredir, ao longo de diversas criações com um certo cariz experimental, no sentido da procura de elementos de modernidade na marioneta. "Exit" (1998) é o espectáculo que mais claramente consolida este rumo.
A prática teatral da companhia, actualmente, revela uma visão não convencional da marioneta, conceito aliás continuamente actualizado, e o entendimento do teatro de marionetas como uma linguagem poética e imagética evocativa da contemporaneidade. Procuram-se encontrar novas formas de concepção das marionetas, no limite objectos cinéticos, e novas possibilidades de explorar a gramática desta linguagem teatral, no que diz respeito à interpretação e à relação transversal com outras áreas de expressão como a dança, as artes plásticas, a música e a imagem.
Os 38 espectáculos criados até hoje pelo TMP destinam-se ou a público adulto ou a público jovem e a actividade da companhia divide-se entre as apresentações na cidade do Porto, onde ao longo dos anos criou uma forte corrente de público, e uma intensa actividade de itinerância no país e no estrangeiro.
Após a morte de João Paulo Seara Cardoso (1956-2010) Isabel Barros assumiu a direcção artística da companhia.
Actualmente, o TMP está empenhado num importante projecto, o Museu de Marionetas do Porto, sedeado no centro histórico da cidade do Porto e que constitui uma mostra pública do importante acervo reunido ao longo dos anos.

Amit Drori [Israel]

“Savanna: A Possible Landscape”

TEATRO NACIONAL D. MARIA II – Sala Estúdio
17 de Maio às 21h15 (Sábado) | 18 de Maio às 16h15 (Domingo)
Estreia Nacional

Encenação e concepção: Amit Drori Cenografia: Noam Dover Projecções: Michal Sara Cederbaum Vídeo: Jérôme Vernez Música: Gai Sherf Manipulação e animação dos “animais”: Sylwia Drori, Inbal Yomtovian Olhar exterior: Talia Beck Interpretação: Amit Drori, Gai Sherf, Jérôme Vernez, Laila Bettermann, Li Lorian Produção: Théâtre Vidy-Lausanne Co-produção: Bonlieu Scène Nationale Annecy, Culturescapes – Basel Tour Manager: Elizabeth Gay Fotografias: Mario del Curto, Sylwia Drori, Gadi Dagon, Michal Sara Cederbaum Apoios: Services Culturels de l’Ambassade d’Israël en France, Embaixada de Israel em Portugal, Mamuta Pasal Center of Arts, Jerusalém Técnica: Autómatos e teatro visual Público-alvo: +9 Duração: 55 min. Idioma: Algumas palavras em inglês

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O bestiário mecânico construído por Amit Drori parece ter saído directamente da imaginação de Leonardo da Vinci. Fala-nos de um paraíso perdido, um lugar de memórias e sons.

Savanna é uma viagem por uma paisagem fantástica, um Jardim do Éden africano habitado por belos animais que são autómatos: elefantes, cobras, tartarugas, pássaros, caracóis, mariposas e lagartas.

Discreto e comovente, Savanna vive entre memórias e fantasias e tem duas histórias interligadas, a história do piano e a dos elefantes. Memórias inspiradas na autobiografia de Amit, da sua infância, de uma mãe já falecida e do seu piano, no qual tentava de uma forma obsessiva tocar a música com que sonhara e, como este exigia uma manutenção intensa que lhe roubava a atenção da mãe. A mãe morreu, a criança cresceu. Pouco a pouco, desmontou o piano em peças. Mas o piano não revelou o seu segredo. Amit ficou impressionado com a visão do seu funcionamento interno, como o esqueleto de um elefante ou de uma baleia. Das suas cordas, teclas e martelos começou a construir as criaturas mecânicas que vemos em cena... Savanna é a história desta batalha.

A construção deste incrível elenco robótico e mecânico durou cerca de dois anos, uma vez que Amit queria criar construir robots de madeira, e não de metal, que provocassem emoção e ternura. Cada um foi construído com extrema delicadeza e dedicação. Amit Drori criou um jardim mítico habitado por animais mecânicos "que têm alma e, em alguns casos, vida própria", como o próprio afirma. Estas marionetas sofisticadas são verdadeiras esculturas mecânicas que chegam a ser controladas por 40 motores, como os elefantes, que protagonizam um dos momentos mais fortes do espectáculo.

Um espectáculo povoado por requintados animais robóticos e esculturas com movimento, que reflectem os sentimentos e a imaginação humana. A paisagem de Savanna é uma metáfora para as nossas emoções, uma paisagem de memória e de perda, mas também um paraíso de autómatos... que nos vão comover e impressionar com os seus movimentos.

“Belo e encantador”.
- Badische Zeitung Switzerland

"Um Éden mecânico... Há ‘oooohs’ de admiração e prazer de cada vez que surge um novo animal. Os animais autómatos são excelentes, magnificamente realizado com um incrível detalhe mecânico".
- Zoë Anderson, The Independent ★★★★★

“As criaturas eram intrigantes curiosidades e eu estava fascinada por ver o que conseguiam fazer. Houve momentos brilhantes (…), um bando de aves habilmente manipulado com longas varas, ou quando as emoções de um bebé elefante que enfrenta a morte da mãe, foram delicada e mecanicamente expressas (...). Savanna, de Amit Drori é um projecto ambicioso que explora os limites dos autómatos e do teatro de marionetas (...).”
- Isobel Smith, Total Theatre

“Os animais robots de Amit Drori são como ver um desenho de Leonardo da Vinci ganhar vida (...).”
- Matthew Francey, The Creators Project

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BIO | Amit Drory

Amit Dori formou-se na School of Visual Theatre, Jerusalém (2001), onde é professor (desde 2006) e ensina Contemporary Puppetry and Image Based Theatre. Como professor convidado tem colaborado com o MA em Visual Literacy, na Hakibuzim Academy e Shenkar College of Engineering and Design. É membro da direcção artística do Train Theatre.
Recebeu diversos prémios: Rozenblum Award (2012); Acre Festival Award (2001, 2003) e bolsas de diversas instituições, como a America-Israel Foundation, Jerusalem Foundation, Rich Foundation, Nathan Cumings Foundation e Rabinovitz Foundation.
"O artista israelita Amit Drori é encenador, cenógrafo e construtor de objectos maravilhosos que se movem. O seu trabalho no palco cria um universo teatral baseado no uso de artefactos, como robots, construídos em madeira e esculpidos à mão, actores, vídeo e novas tecnologias. Os seus projectos evoluem através de um longo processo, em que as imagens teatrais e a percepção humana trabalham juntos como uma bela e complexa máquina”. - Barbican, Londres, 2013.

 

 

 

 

 

 

Etienne Lamaison e Sylvain Peker [Portugal]

“Mi Ré Miró”

CENTRO CULTURAL DE BELÉM - Sala de Ensaio
22 e 23 de Maio às 11h (Quinta e Sexta)
24 de Maio às 15h30 (Sábado)
25 de Maio às 11h30 (Domingo)

Concepção e criação: Etienne Lamaison e Sylvain Peker Direcção musical: Etienne Lamaison Direcção artística e encenação: Sylvain Peker Clarinetes (soprano, grave, byrbine): Etienne Lamaison, Eunice Gil, Marisa Cavaco, Tiago Alves Voz, gaita-de-foles e pandeireta: Joana Negrão Manipulação de objectos e marionetas: Sylvain Peker Construção de objectos e marionetas: Marta Fernandes, Sylvain Peker Figurinos: Zé Nova Técnico de luz: Ricardo Trindade Técnico de som: Ricardo Costa Produção: Sandrine Pereira Diogo Co-produção: CCB [Fábrica das Artes – Projecto Educativo] Técnica: Mista Público-alvo: +2 Duração: 50 min. Idioma: Português

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Mi Ré Miró dá voz e vida à obra de Joan Miró, associando sons e imagens às formas e representações do artista. Quatro clarinetes e uma voz caminham no meio dos seus quadros, que se desarticulam, e as cores aparecem, os sons misturam-se com as formas, os animais, os ritmos e os pontos.
Assistimos ao nascimento duma linguagem simples e rica.
A acção cénica, em harmonia com a música, guia o espectador para entender a linguagem musical de forma completamente natural e a obra do artista de maneira singular. Ao contacto com os sons e com as cores, emergem novas sensações e novas linhas de leituras de interpretação.

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BIO

Etienne Lamaison estudou no Conservatório Nacional Superior de Música de Lyon, com Jacques Di Donato onde obteve o Diploma de Estudos Superiores. Posteriormente estudou no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, onde obteve o Diploma de Clarinete Baixo. É actualmente doutorando na Universidade de Évora. Foi primeiro clarinete da Orquestra Metropolitana de Lisboa, durante 10 anos. Desenvolveu uma intensa actividade pedagógica através da criação de espectáculos e ateliers para crianças, jovens e adultos em várias instituições. Presentemente, dedica-se inteiramente à sua actividade de Músico-Criador,à composição e transcrições, concepção e realização de espectáculos de teatro musical, e trabalha com o marionetista Sylvain Peker. Lecciona na Universidade de Évora. É docente da Licenciatura em Música do Piaget/ISEIT de Almada.

Sylvain Peker é encenador, actor e marionetista. Licenciado em Filosofia, e membro das companhias Lua Cheia - teatro para todos e PIA, tendo colaborado com vários grupos, como o Bando ou Royal de Luxe.

Teatro de Ferro [Portugal]

“OLO”

MUSEU DA MARIONETA
22 de Maio às 21h30 (Quinta)
Estreia Absoluta

Encenação e interpretação: Igor Gandra Música: Carlos Guedes Cenografia e Marionetas: Igor Gandra Movimento: Carla Veloso Realização Plástica: Eduardo Mendes, Hernâni Miranda, Américo Castanheira - Tudo Faço Fotografia de cena: Susana Neves Direcção técnica: Mariana Figueroa Produção: Teatro de Ferro Estrutura financiada por: Governo de Portugal - Secretário de Estado da Cultura - DGArtes Técnica: Mista Público-alvo: +16 Duração: Aprox. 60 min. Idioma: Português

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Depois das desafiantes experiências de Belamáquina em 2000 e de Dura Dita Dura em 2009, Igor Gandra regressa à condição de criador-intérprete a solo.

Neste novo espectáculo é a própria condição do criador intérprete que é posta em causa e esta peça de marionetas é animada por uma questão tão simples quanto complexa: o que acontece quando nos fechamos numa sala de ensaios / atelier com o objectivo de criar uma coisa nova? A resposta, ambiciosa mas necessariamente incompleta, deseja-se sempre surpreendente.

O uno e o múltiplo, o um e o outro, mostrar e esconder, conter e ser contido, contar e ser contado, são algumas das ideias que percorrem esta nova criação onde se adivinham ressonâncias provenientes de universos tão distintos como os de Jorge Luís Borges, Andrei Tarkovsky, Ágota Krystóf ou Heiner Muller.

O Teatro de Ferro estreia no FIMFA Lx14 o espectáculo OLO, após ter apresentado na edição anterior uma primeira versão em formato work in progress.

BIO

O Teatro de Ferro surgiu em 1999. Criado inicialmente como um rótulo para as criações de Igor Gandra e Carla Veloso, o projecto foi evoluindo gradualmente para a condição de estrutura profissional de criação.
A escolha deste nome, Teatro de Ferro, pressupõe uma noção de matéria primordial, resistente e ao mesmo tempo mutável: este processo de transformação continua a inspirar o grupo.
O trabalho da Companhia tem sido desenvolvido no campo do teatro de e com marionetas e objectos. É um projecto que assenta numa lógica de investigação em que a marioneta tem assumido um valor matricial, nas suas hibridações possíveis, tentadas e tentadoras.
As relações, do corpo-intérprete com o objecto manipulado e a implicação de cada espectador na construção desta relação, são linhas de reflexão transversais à prática artística do TdF.
Os espectáculos realizados devem ser inscritos nas formas teatrais e dramatúrgicas que colocam a palavra num plano de igualdade em relação a outras linguagens e a promoção da dramaturgia contemporânea portuguesa é um traço caracterizador do seu projecto artístico, pelo que a companhia tem trabalhado principalmente com textos originais de autores portugueses.
O TdF tem vindo a alcançar públicos heterogéneos e as parcerias improváveis, a procura de contextos alternativos aos circuitos das artes do espectáculo, a intensa actividade itinerante, a criação destinada aos mais jovens e os projectos de acção cultural são os gestos mais claros no percurso da companhia.
Sucedendo a Isabel Alves Costa, Igor Gandra é desde 2009 director artístico do Festival Internacional de Marionetas do Porto.

Miguel Fragata e Inês Barahona [Portugal]

“A Caminhada dos Elefantes”

TEATRO MERIDIONAL
24 de Maio às 17h (Sábado) | 25 de Maio às 16h (Domingo)

Concepção, dramaturgia e encenação: Miguel Fragata e Inês Barahona Interpretação: Miguel Fragata Cenografia e figurinos: Maria João Castelo Música: Fernando Mota Luz: José Álvaro Correia Produção: Meninos Exemplares Técnica e operação de luz: Pedro Machado Apoio à dramaturgia na vertente da Psicologia Infantil: Madalena Paiva Gomes Consultoria artística: Giacomo Scalisi, Catarina Requeijo e Isabel Minhós Martins Fotografia de cena: Susana Paiva Vídeo de cena: Maria Remédio Financiado por: Governo de Portugal - Secretário de Estado da Cultura - DGArtes Co-produção: Artemrede, Centro Cultural de Vila Flor, Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Viriato Técnica: Objectos Público-alvo: +7 Duração: 50 min. Idioma: Português

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Este espectáculo conta a história de um homem e de uma manada de elefantes. Quando o homem morre, os elefantes fazem uma caminhada misteriosa até à sua casa, para lhe prestar uma última homenagem: não era um homem qualquer, era um deles.

A Caminhada dos Elefantes é sobre a existência, a vida e a morte, e o caminho que todos temos de fazer, um dia, para nos despedirmos de alguém. Um espectáculo que reflecte sobre o fim, que é um mistério para todos nós, crianças ou adultos.

“Quisemos criar um espectáculo sobre a morte para crianças e famílias. Não porque tenhamos uma qualquer obsessão mórbida pelo tema, mas antes porque sentimos que era um assunto sobre o qual ninguém queria falar, muito menos com as crianças. A morte é talvez o último grande tabu dos nossos tempos. A ignorância perante a morte é universal. É uma questão que nos deixa a nós, adultos, muito desconfortáveis e inseguros. E essa insegurança é pressentida à distância pelas crianças. Elas também têm questões. Mas têm poucos ou nenhuns interlocutores para conversar sobre o assunto e normalmente compreendem que é um tema proibido (...).
O resultado a que chegámos é um espectáculo que, seguindo uma história verídica - a história do conservacionista sul-africano Lawrence Anthony e da sua relação de amizade com uma manada de elefantes -, abre de vez em quando espaço para reflectir sobre as grandes questões em torno da morte: para onde se vai, o que acontece, que rituais fazem os vivos, que crenças acerca da vida depois da morte, ou porque é que a morte existe. Estas reflexões são feitas com recurso a imagens e a objectos que pertencem ao imaginário das crianças e que são manipulados por vezes com humor, mas sempre com a naturalidade que é própria do tema. Porque afinal, como as crianças nos disseram muitas vezes, a morte faz parte da vida, mesmo que não se fale sobre isso.”
- Miguel Fragata e Inês Barahona

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BIO

Miguel Fragata nasceu no Porto, em 1983. Estudou no Colégio Alemão do Porto. Completou o Bacharelato em Teatro (opção Interpretação) na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, em 2005, e licenciou-se em Teatro (ramo Actores e Encenadores) na Escola Superior de Teatro e Cinema, em 2007. Criou e interpretou os espectáculos “Casa Macário”, ”Conserveira de Lisboa”, ”Hospital de Bonecas” e “Franco Gravador”, integrados no projecto “Teatro das Compras” (edições I, II, III, IV e V), no âmbito das Festas de Lisboa, com direcção geral de Giacomo Scalisi. Em 2013, fez assistência à direcção artística do projecto. Fez assistência de encenação a Bruno Bravo, Diogo Dória, Claudio Hochmann e Madalena Victorino. Trabalha regularmente como actor nos espectáculos da companhia de teatro Mala Voadora, sob a direção de Jorge Andrade.
Desenvolveu também trabalho regular como intérprete e co-criador nos espectáculos de teatro e dança de Madalena Victorino. Trabalhou como intérprete em espectáculos de Cristina Carvalhal, Catarina Requeijo, Rafaela Santos, Pompeu José, José Rui Martins, José Carretas, Gabriel Villela, entre outros. Em cinema trabalhou com Pedro Palma e Maria Pinto. Interpretou e co-criou vários espectáculos para a infância dos quais destaca: “Sous laTable” de Agnès Desfosses pela Compagnie Acta (Paris), “A Estrada Esfomeada” de Vera Alvelos, ”Amarelo” de Catarina Requeijo, “Onde Bate o Coração da Terra?” e “Ovelhas Clandestinas” de Madalena Victorino e “A Verdadeira História do Teatro” de Inês Barahona.
Desenvolve regularmente projectos de relação entre as artes e a educação, nomeadamente através da criação de oficinas artísticas, visitas encenadas e encenação de histórias e pequenos espectáculos para crianças para a Artemrede, Casa das Histórias - Museu Paula Rego, Centro Cultural de Belém, Festival Todos - Caminhada de Culturas, Fundação Calouste Gulbenkian, Padrão dos Descobrimentos - EGEAC, Rede TEIAS, Teatro Maria Matos e Teatro Viriato. Colabora também regularmente com a editora Orfeu Negro, através da realização de leituras encenadas.

Inês Barahona nasceu em Lisboa, em 1977. É licenciada em Filosofia e Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Sob a direção de Madalena Victorino, ingressou no Centro de Pedagogia e Animação, do Centro Cultural de Belém, onde, entre 2005 e 2008, desenvolveu projetos de relação entre as artes e a educação vocacionados para diferentes tipos de público: escolar, familiar e especializado na área da educação. Desenvolveu, em 2008, com Madalena Victorino e Rita Batista, para a Direcção Geral das Artes, Programa Território Artes, "O Livro Escuro e Claro", cuja distribuição no terreno tem acompanhado, na componente de formação de equipas e de professores.
Colaborou em 2008 na concepção da exposição "Uma Carta Coreográfica" da autoria de Giacomo Scalisi, nas vertentes Produção e Relação com a Comunidade, para a inauguração do Teatro Municipal de Portimão (TEMPO), entre Outubro e Dezembro de 2008. Tem trabalhado em diversas áreas criativas, nomeadamente na escrita e na dramaturgia, com Madalena Victorino ("Caruma" e "Vale"), Giacomo Scalisi ("Teatro das Compras"), Teatro Regional da Serra de Montemuro ("Sem Sentido") e com Catarina Requeijo (assistência de encenação ao espectáculo "Amarelo", dramaturgia de "A Grande Corrida"). Encenou, em Abril de 2012, o espectáculo "A Verdadeira História do Teatro", para a programação do Projecto Educativo do Teatro Maria Matos em Lisboa. Encenou, em Fevereiro de 2013, o espectáculo “A Verdadeira História da Ciência”, para a programação da exposição “3600 Ciência Descoberta”, na Fundação Calouste Gulbenkian. Tem contribuído com o desenho de oficinas para a programação da Artemrede - Teatros Associados e Teatro Maria Matos. Tem realizado cursos na área da escrita criativa, no Sou - Movimento e Arte, na Learn2Grow e na Fundação Calouste Gulbenkian ("Pequeno Grande C").

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